O sonho de muitos empreendedores é conseguir tornar seus negócios globais. Os motivos são variados, mas entre eles está a chance de multiplicar as oportunidades e conseguir aproveitar o melhor de vários tipos de mercado. Com isso, o crescimento em lucro e possibilidades pode ser ainda mais rápido.

São vários cases de sucesso nessa internacionalização. Um deles é a Trello, gigante da gestão de projetos e produtividade. O serviço foi criado nos Estados Unidos e contava com informação apenas em um idioma. Menos de um ano depois, estava disponível em 21 idiomas — tornando possível, assim, o uso da ferramenta em vários outros países. O resultado? Passaram de 10 milhões de usuários para 22 milhões ao redor do mundo.

Alexia Ohannessian, líder internacional de marketing da companhia, participou da Superlógica Xperience 2017, em que explicou como a Trello conseguiu, com pouco investimento e em um curto período de tempo, avançar para outros mercados e se tornar um negócio global. Veja a palestra Por que o futuro da sua empresa é global? aqui.

Muitos brasileiros também já notaram a importância desse movimento e tomaram a decisão de integrá-lo. Mais de 20 mil brasileiros estão empreendendo fora do país como micro e pequenos empreendedores formais. Apenas nos Estados Unidos estão 9 mil deles, a maior fatia. Os dados são do Ministério das Relações Exteriores (MRE), de 2017.

Sobre quais empresas podem fazer o processo de internacionalização, já não há limites — em especial pelo avanço exponencial (e cada vez mais rápido!) das tecnologias e soluções digitais que estamos presenciando. Alexia é enfática: “Muito provavelmente alguém aqui no Brasil tem o mesmo problema que alguém da Espanha. A sua solução pode ajudar alguém ao redor do mundo.”

Gigantes são exemplo disso. Unicórnios — ou seja, empresas avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares — como Nubank começaram sua expansão internacional neste ano. A curitibana Pipefy é outro case: tem a maior parte de sua equipe em Curitiba, mas conta com muitos clientes ao redor do mundo.

A importância de entender a cultura

Antes de mais nada, é importante compreender que existem diferenças culturais — e é preciso adaptar-se a elas. A maneira como um brasileira lida com uma situação pode ser completamente diferente da forma como um americano a encara, e assim por diante.

Na Trello, caso que citamos acima, as equipes superaram as dificuldades de comunicação dos colaboradores de culturas diferentes por meio da empatia. Na prática, a atitude foi compartilhar na empresa conteúdos que debatiam essas diferenças e a realização de oficinas sobre o tema.

No livro Inteligência Cultural: Instrumentos para Negócios Globais, David Thomas e Kerr Inkson defendem que a inteligência cultural aumenta a capacidade de ter interações mais efetivas com pessoas que têm históricos culturais diversos. Eles fazem um recorte específico para executivos que precisam se relacionar com equipes de diferentes continentes. E mais: oferecem técnicas que podem ajudá-los profissionalmente.

Existem outras nuances importantes que devem ser levadas em conta. A tradução do site, como já dissemos, é essencial para atingir um novo mercado. Mas vai além! É necessário entender o contexto do país — e como a população consome produtos, serviços e conteúdo.

Nesse sentido, Alexia dá um exemplo simples: no Brasil, as pessoas gostam de ler newsletters e e-books. Já nos Estados Unidos, os americanos adoram escutar podcast. O McDonald’s, um dos maiores exemplos de negócio global, dispõe, em seu menu, lanches diferentes de acordo com a gastronomia e preferência dos diversos públicos.

Esses são insights valiosos para atingir seu público!

To be global: detalhes adaptáveis e essenciais

Você acha que seria fácil memorizar — ou até mesmo pronunciar — o nome dessa marca: “covoiturage.fr”? A resposta para a maioria da população que não vive na França ou fala francês, provavelmente é não. Foi por isso que a Covoiturage mudou o nome da empresa para BlaBlaCar, assim teria maior aceitação ao redor do mundo. Para se tornar global, é preciso ter um nome global. Outra dica de ouro de Alexia.

Entender as questões legais é outro detalhe essencial, e que, em muitos casos, acaba dificultando a internacionalização das empresas, já que envolve algumas burocracias. Mas não é preciso cair nesse entrave: existem empresas que prestam assessoria exatamente nessa área.

O mercado americano é um dos mais competitivos do mundo. Por isso, muitas empresas decidem começar a internacionalização do negócio por lá. Um dos estados que mais chama a atenção dos brasileiros é a Flórida, por ser um ambiente competitivo de custos, além de não contar com Imposto de Renda Estadual para Pessoa Física e oferecer uma estrutura tributária favorável para empresas.

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