O intermediador de negócios internacionais é uma figura fundamental durante a importação e exportação de produtos. É ele que faz o processo de sourcing e encontra o fornecedor ideal para fabricar o item que será então revendido em um outro determinado país.

Essa pessoa tem um desafio constante de estar em contato com o fornecedor asiático (em geral é essa região escolhida para fabricar os produtos). Além disso, tem uma responsabilidade enorme, pois muitas vezes fica responsável por garantir tanto para o comprador tanto para o fornecedor a viabilidade financeira do negócio. Além disso, o intermediador acompanha o processo de envio do item para o seu cliente, garantido que tudo chegue corretamente.

Trabalhar com sourcing é uma atividade que, apesar de despender bastante energia, chama a atenção de pessoas que têm interesse em empreender. Existem duas modalidades de trabalho nessa área. A em que o cliente desse intermediador fica responsável pelo pagamento e a em que o responsável pelo sourcing assume todas as responsabilidades, inclusive referentes aos impostos de importação.

O que pouca gente sabe é que quem opera no segundo modelo — ficando responsável pelos impostos de importação — pode contar com o auxílio de uma empresa americana para reduzir consideravelmente os seus custos.

Neste artigo, vamos te mostrar que você pode morar no Brasil e mesmo assim trabalhar com sourcing assumindo essa responsabilidade financeira, com o auxílio de uma empresa americana. Dessa maneira, contará com mais facilidades tributárias, que no final das contas trazem um maior retorno financeiro para o seu negócio.

Aqui vai um exemplo fictício para você entender:

Como uma empresa de sourcing registrada no Brasil opera

Luciano é um intermediador de negócios internacionais com escritório no Brasil. Ele constantemente viaja para a China com o objetivo de encontrar novos produtos e fornecedores no segmento de lâmpadas de LED.

No Brasil, ele conta com diversos clientes, que compram as suas lâmpadas para então distribuí-las em mercados, lojas de materiais de construção, etc.

A sua rotina de trabalho é basicamente a seguinte: Luciano já tem uma base fiel de clientes e sabe quais são os produtos que eles desejam. Portanto, entra em contato com fornecedores chineses de qualidade, que vão produzir essas lâmpadas. Ele acompanha de perto esse processo, para saber como anda a produção dos itens.

Quando esses produtos ficam prontos, Luciano faz o pagamento e realiza um processo de importação dos materiais para o Brasil. Para que os itens cheguem com regularidade no país, ele paga impostos referentes à importação, que giram em torno de 60% do valor das lâmpadas.

Depois disso, encaminha as lâmpadas para os distribuidores (seus clientes) e paga mais impostos, dessa vez relacionados à venda. Por conta dessa série de impostos, ele acaba recebendo um pouco menos do que deseja, ou então precisa aumentar o valor para o seu cliente, compensando assim os gastos com tributos.

Acontece que Luciano poderia receber mais, se tivesse a sua empresa nos EUA, em vez de no Brasil.

Como uma empresa de sourcing registrada nos Estados Unidos, que trabalha com o Brasil, opera

Se o Luciano tivesse uma empresa nos Estados Unidos em vez de no Brasil, poderia receber mais no final do processo. Os seus fornecedores e clientes continuariam os mesmos. A única diferença seria o fato da sua sourcing ser registrada nos EUA e do importador no Brasil ser diretamente o seu cliente.

Com uma empresa de sourcing americana, o trabalho de Luciano seria basicamente o mesmo. Ele encontra bons fornecedores e os desenvolve, para que todas as lâmpadas produzidas cheguem com o padrão de qualidade do Brasil.

Ele também sabe quais são os itens que os seus clientes desejam revender e acompanha de perto a produção.

A diferença é que quando Luciano vai fazer o encaminhamento das lâmpadas para o Brasil, não precisa pagar esse imposto altíssimo referente à importação. Isso porque a tributação das empresas americanas é diferente do Brasil.

O imposto que Luciano vai pagar é o referente aos seus lucros.

O dinheiro entra na conta da empresa de Luciano e com essa quantia ele realiza viagens para visitar seus fornecedores e clientes. Ele também paga o time de marketing, contabilidade e todas as áreas relacionadas ao seu empreendimento. Apenas o que sobra como lucro – depois que todos esses pagamentos forem realizados — será tributado.

Isso garante que a empresa americana de Luciano pague menos imposto como um todo. O resultado é que ele consegue colocar mais dinheiro no seu bolso, além de ter a possibilidade de vender as suas lâmpadas com um valor mais competitivo.

Um simples detalhe relacionado ao local onde essa empresa é registrada altera completamente o valor que ela fatura e paga no final de um ano fiscal.

Um lembrete: para operar nesse modelo, os clientes de Luciano precisam obrigatoriamente ter o RADAR.

Moral da história: por que vale a pena ter empresa nos Estados Unidos para fazer intermediação de negócios?

O exemplo que trouxemos já mostra como é vantajoso ter uma empresa nos Estados Unidos para facilitar o seu trabalho de sourcing. A seguir, separamos as principais vantagens de contar com a empresa americana.

Você negocia em dólar
O primeiro benefício de se ter uma empresa nos Estados Unidos para fazer intermediação de negócios na China é a negociação em moeda estrangeira. Você não precisa fazer conversões para o real ou então ficar refém da flutuação do dólar. O seu cliente também pode fazer o pagamento em dólar para você. Dessa maneira, todo o processo continua na mesma moeda corrente.

Você evita uma camada de impostos
A principal vantagem de se ter a empresa nos Estados Unidos é a possibilidade de evitar o pagamento de uma camada de impostos extra.

Ao ter uma empresa no Brasil, você precisa pagar um imposto ao realizar a importação do item. Depois disso, vai pagar novamente uma porcentagem do valor do seu produto no momento em que for revendê-lo para o seu cliente.

Com a empresa nos Estados Unidos, você corta uma dessas faixas de cobranças. Isso porque nos EUA, só se paga imposto sobre o lucro, não sobre o montante total faturado.

Abre possibilidade de começar negócio em outros países
Além de facilitar as negociações com a China, ter uma empresa americana te abre um leque de opções para fechar negócio com fornecedores dos EUA. Isso te dá a possibilidade de vender itens americanos não apenas para o Brasil, mas também para outros países.

Imagine que você venda peças de reposição para maquinários agrícolas, que são vendidos por um preço mais acessível nos Estados Unidos. Além do Brasil, empresas de outros países da América Latina também se beneficiariam desse produto.

No modelo tradicional, você teria que importar o produto dos Estados Unidos para o Brasil, pagando todos os impostos dessa transação. Na sequência, deveria exportar esses itens para Argentina, Bolívia, Uruguai, etc. também lidando com as tributações para retirar o item do país. O resultado seria um gasto desnecessário, além de uma grande perda de tempo.

Com a empresa nos Estados Unidos, é possível encaminhar o produto diretamente para o destino final, sem que ele precise passar pelo Brasil. A Company Combo, por exemplo, conta com armazéns nos Estados Unidos e faz todo o encaminhamento necessário para os clientes da América Latina. Dessa maneira você, intermediador de negócios internacionais, não precisa se preocupar com a logística dos itens em si. Seu papel é garantir que o fornecedor das peças seja bom e encontrar compradores para os produtos.

A sua empresa torna-se mais competitiva
Ao manter uma empresa no Brasil, você vai ter mais custos com impostos. Para abater esse valor, obviamente a sua empresa precisa revender o produto para os clientes por um preço mais alto.

Ao ter uma empresa americana fazendo todo o processo de importação, você vai ter uma economia considerável no valor final. Isso te dá a possibilidade de negociar preço mais interessantes com o potencial cliente. Ao oferecer um custo mais baixo por um produto de qualidade, você tem uma vantagem competitiva em relação a outros fornecedores da mesma área que operam no Brasil.

O resultado disso é que o seu cliente também economiza. Dependendo do segmento atendido, isso pode gerar um controle de custos considerável.

No final, todo mundo sai ganhando: você, que recebe mais, o seu cliente, que economiza, e até o consumidor final, que vai receber o produto com um preço mais interessante.

Ao ler esses exemplos você percebeu que contar com uma empresa nos Estados Unidos pode trazer uma vantagem competitiva para o seu negócio de sourcing? Então clique aqui para saber como proceder com a abertura de uma empresa nos EUA em menos de 30 dias.