Você tem uma startup com uma excelente solução B2B. Os usuários estão satisfeitos e já não conseguem pensar como seria a rotina de suas empresas sem essa tecnologia. Você acredita no que entrega e sabe que o negócio tem potencial para ajudar outras companhias, independente de onde elas estejam localizadas.

O seu próximo passo é trabalhar para que a sua startup seja global.

Mas afinal de contas, como fazer para que a sua empresa comece a atender clientes estrangeiros? Neste texto, separamos algumas áreas que precisam da sua atenção para que a sua startup comece a atender clientes internacionais e ganhe destaque fora do país. Confira.

O que fazer para tornar a sua startup global

English first

O primeiro passo, que pode ser adotado ainda hoje, para que a sua startup torne-se global é prestar atenção no idioma utilizado em seus canais. Sim, vocês são brasileiros e por isso o português faz parte do dia a dia da organização. Porém, para atender o mercado global, o inglês ainda é a regra e a sua startup precisa se adaptar.

Para se ter ideia, mais de 450 milhões de pessoas têm o inglês como língua primária e mais de 750 milhões o tem como língua estrangeira. O idioma é o terceiro mais falado no mundo e ainda é considerada a “língua universal”, principalmente nos negócios.

Para fazer com que a sua startup seja global, é importante se posicionar como uma empresa internacional. Adote o inglês em toda a sua comunicação (na própria ferramenta, nos blogposts, na página inicial).

Se o seu time ainda não tem domínio total do inglês, sem problemas. Atualmente é possível contar com diversos recursos de tradução online gratuitos, como o Google Translate. Para garantir que o texto faz sentido e está bem escrito, contrate revisores que tenham o idioma como língua materna. Sites como o Fiverr, por exemplo, te dão acesso a revisores americanos profissionais, com um preço acessível.

Suporte capacitado para atender os clientes internacionais

Se você quer atender clientes internacionais, precisa ter a estrutura básica para apoiá-los. Isso significa contar com pessoas no seu time que também têm o domínio da língua inglesa, para fazer follow-ups de vendas, responder e-mails e atender o chat.

Em relação ao seu time de vendas: invista em pessoas que já tiveram vivência internacional, ou então que falam muito bem o segundo idioma. Parece um detalhe pequeno, mas isso passa confiança para os futuros consumidores.

Além disso, também vale a pena prestar atenção nos fusos, para que os clientes de outras partes do mundo contem com o auxílio da sua startup, mesmo em horários diferentes do seu escritório no Brasil.

Investir em conteúdos de fundo e funil

Na hora de pensar na sua estratégia de marketing e conteúdo, invista tempo e energia na criação de conteúdos de fundo de funil. Escrever blogposts inspiradores e com dicas de negócio é legal (e você também pode fazer isso). Porém, lembre-se que a sua startup ainda é desconhecida no exterior. É muito importante que os potenciais clientes consigam entender a fundo o que vocês fazem ao acessarem os seus canais. Invistam em cases, em modelos de como aplicar a sua solução dentro das empresas, etc.

Obviamente, esses conteúdos vão seguir as dicas anteriores, de serem escritos em inglês, por alguém que tenha domínio total do idioma.

Tenha clientes de referência

Como a sua empresa ainda é desconhecida no exterior, você precisa pensar em ideias para torná-la mais atrativa para potenciais clientes. Isso pode acontecer a partir do momento em que eles veem que a sua solução é utilizada por grandes empresas. Você tem alguma grande conta no seu pipeline, daquela que vai dar um up na sua página inicial? Então negocie valores especiais com esse potencial cliente.

Às vezes vale a pena ceder a sua solução por um valor bem mais baixo do que o normal para esse “cliente de referência”, como uma forma de torná-la atrativa para outras organizações.

Abra uma empresa nos Estados Unidos

Um outro ponto que é muito interessante para tornar a sua startup global é abrir uma empresa nos Estados Unidos. O país conta com polos tecnológicos repletos de empresas que podem se tornar clientes da sua startup e impulsioná-la internacionalmente. Além disso, os melhores fundos de investimento estão nos EUA.

Aqui vão algumas situações nas quais você vai precisar abrir a sua startup nos Estados Unidos:

Processos de aceleração

Uma excelente maneira de conseguir expandir para mercados internacionais é por meio de processos de aceleração e incubação. Y Combinator e 500 Startups, Techstars  e UCF são apenas algumas das diversas instituições sediadas nos Estados Unidos. Participar do batch de uma dessas organizações ajuda a evoluir consideravelmente o seu negócio. Elas também são uma vitrine para potenciais investidores e clientes.

Quando você entra numa aceleradora, acaba recebendo um investimento inicial. Na maior parte dos casos, a sua empresa precisa obrigatoriamente estar nos Estados Unidos para que o dinheiro seja transferido.

Conheça o case da Snowman Labs que foi incubada na UCF.

Receber investimentos

A lógica para diversos fundos de investimento nos Estados Unidos é a mesma que para as aceleradoras: na hora em que a startup for receber um aporte, precisa ter endereço e conta no país.

O endereço da startup dentro do país não interessa. Porém, a nossa dica é que você fuja de polos como o Vale do Silício, por exemplo. Apesar de ser atrativo para quem tem uma empresa de tecnologia, o imposto da Califórnia é alto e faz diferença na conta, principalmente para quem está começando. Na hora de incorporar a sua empresa em solo americano, opte pela Flórida ou Delaware, por exemplo. Essas são regiões com políticas amigáveis para os empresários.

Saiba o ponto positivo e negativo dessas duas regiões clicando aqui.

Faturar clientes internacionais

O cliente não quer passar trabalho na hora de pagar pela sua solução. Você também não quer trabalho em excesso a cada novo consumidor internacional. Emitir nota fiscal brasileira para clientes internacionais é trabalhoso e custa caro. Portanto, ter uma empresa nos Estados Unidos facilita muito o processo de faturação desses clientes americanos.

Pagar menos impostos

No Brasil, você paga imposto a cada nota fiscal emitida. Já nos EUA, os impostos são tributados sobre a diferença entre receitas, custos e despesas dedutíveis. Se você tiver uma empresa LLC, só terá que pagar tributos quando ela começar a dar lucro e ele for dividido entre os sócios. Moral: o imposto é pago em nível de pessoa física, não jurídica.

Isso é excelente para quem deseja começar uma operação internacional. É uma forma receber o dinheiro dos clientes, mas pagar tributos apenas quando a empresa já está mais madura.

Para entender mais sobre a diferença entre as empresas LLC e C CORP, acesse este artigo.

Evite o erro mais comum de quem decide internacionalizar uma startup:

Você não precisa de um escritório decorado nos Estados Unidos e um time de funcionários americanos para ser considerado internacional. A não ser que você esteja disposto a fazer um investimento muito incerto, o ideal é que a estrutura da sua startup continue no Brasil. Pensando de maneira prática, sustentar uma operação no exterior custa caro.

Em vez de gastar o seu investimento montando essa estrutura pense de maneira estratégica. Contrate um endereço virtual nos Estados Unidos, que pode ser utilizado no seu cartão de visitas e website. Além disso, tenha a empresa nos EUA, para realizar as faturas e cobranças em dólar.

Você, como CEO ou founder, pode viajar para o exterior, para realizar reuniões com clientes estratégicos e possíveis investidores. Porém, continue com a sua operação no Brasil. A mão de obra brasileira é mais acessível e a sua estrutura nacional dá conta dos primeiros anos de internacionalização. Lembre-se de sempre manter o mindset lean durante esse processo.

Quer abrir uma startup nos Estados Unidos e começar o processo de torná-la global? Então clique aqui.