Se você está conectado ao cenário da economia mundial, já deve estar de olho nesse país asiático. Populosa e focadíssima em novas tecnologias, a China tem vivido um crescimento exponencial e, com isso, está ganhando as atenções do mundo todo.

As empresas chinesas conquistam cada vez mais diversos setores da indústria, em especial a de tecnologia, a exemplo da gigante Huawei. O crescimento é tão grande que chegou a alertar o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que conversou com empresas americanas para incentivá-las a desenvolver o software 5G de código aberto e, assim, impedir que a chinesa avance ainda mais no mercado.

Mas a China não está apenas oferecendo seus produtos e serviços para o mundo. O país com o maior número de habitantes do mundo, já na casa 1,39 bilhão de pessoas, também precisará focar na importação para sanar a necessidade da população.

O país asiático é o maior consumidor de matérias-primas do mundo. Em 2018, a China importou uma quantidade recorde de commodities, entre eles cobre, petróleo bruto e gás natural. A influência da China nos mercados globais de commodities não tem paralelo, afirmou a consultoria de commodities Wood Mackenzie, em um relatório no início deste ano.

China’s time

Ainda em 2011, a China se consolidou como a segunda maior economia do mundo e com 15% do PIB mundial — e se mantém estável desde então, atrás apenas dos Estados Unidos. Isso representa grandes mudanças nas dinâmicas econômicas mundiais.

Em relatório de julho desde ano, a McKinsey Global Institute aponta tudo que está em jogo nas relações entre a China e o restante do mundo. E alerta: as empresas precisarão se ajustar às incertezas que vêm pela frente.
E tem mais: o relatório afirma que, de acordo com o envolvimento entre a China e os demais países nos próximos anos, uma cifra de US$ 22 trilhões e US$ 37 trilhões poderá ser adicionada ou subtraída até 2040 da economia mundial.

Você está pronto pra vender para a China?

A globalização nos trouxe várias vantagens — entre elas, a possibilidade de fazer negócios globais, muitas vezes sem nem sequer deslocar sua equipe para o país em que desejar inserir seus produtos. Com a crescente demanda chinesa, projetar os produtos e serviços para o mercado chinês é uma ótima ideia. Segundo dados referentes a 2018 da Alibaba, gigante no mercado online do país, a China acumula 699 milhões de usuários de smartphones que podem fazer compras online.

Para isso, é importante entender que a população chinesa consome de forma diferente de nós. E isso pode ser superpositivo! É preciso, entretanto, entender o perfil dos consumidores do país para que sua empresa possa fazer sucesso por lá.

O lado bom é que, para vender em um país tão atualizado nas tendências e dinâmico, é necessário também estar nessa onda. Ou seja, manter o negócio atualizado e inovador para continuar competitivo.

E é possível atingir vários setores, dos produtos cotidianos aos itens de luxo. Segundo um estudo da PwC, a China foi o país onde mais surgiram bilionários em 2018. Estima-se que um a cada cinco bilionários do mundo é chinês. Hoje os consumidores chineses representam 50% das compras globais da grife Louis Vuitton. Já a joalheria Tiffany, adorada por eles, tem 14% de seus lucros vindos da China.

E são as marcas estrangeiras que dominam o segmento do luxo por lá. Os chineses representam um terço do mercado global do setor. Falando em números, são gastos mais de 73 bilhões de dólares ao ano.

O filme Crazy rich Asians (Podres de ricos, em português), que fez sucesso no ano passado, representa bem essa nova fase do mercado: os novos-ricos asiáticos estão mudando o rumo dos investimentos.

Uma matéria da Época de 2018 ainda ressalta um ponto importante: o crescente gasto da juventude com mais recursos financeiros na China estimula as marcas a abrir lojas em cidades até menos reconhecidas no país. Eles representam 30% das vendas do setor de luxo no país asiático.

Só para ter uma ideia da versatilidade das áreas que podem ser atingidas, a empresa americana Starbucks tem a China como o segundo país em que mais investe, perdendo apenas para os Estados Unidos. E olhe que a bebida nacional é o chá e apenas 3% da população toma café.

De acordo com o estudo Retail & Ecommerce Sales – China, que a eMarketer divulgou no início deste ano, a China deve terminar 2019 com um faturamento de mais de 5,6 trilhões de dólares no varejo, 100 bilhões de dólares acima da receita dos Estados Unidos. Sendo assim, o mercado chinês de varejo deve atingir o patamar de maior do mundo, ultrapassando o americano.

Com tantos números favoráveis e uma demanda consolidada de produtos importados, a China certamente está — e estará cada vez mais — aberta aos produtos estrangeiros.

Você deve estar se perguntando: mas como vender nesse país?

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