Está chegando a data que todas as empresas estão (ou deveriam estar) de olho todos os anos. No dia 29 de novembro, um dia depois da tradicional celebração americana do Thanksgiving, o Dia de Ação de Graças, e pouco antes da Cyber Monday, outro marco nas vendas online, em especial para equipamentos de tecnologia, acontece uma das mais importantes datas de venda do país: a Black Friday.

No início, a Black Friday era o momento em que as lojas físicas podiam limpar os estoques antes de receberem os produtos de Natal. Agora, as filas quilométricas na portas das lojas foram substituídas por milhares de usuários atentos nos principais e-commerces, aguardando ávidos pelas melhores ofertas.

Ou seja, o momento perfeito para alavancar as vendas online. Revistas gigantes da área, como a Forbes, já estão publicando tutoriais de como elas devem se preparar para o tão importante feriado.

Os recordes do ano passado

No ano passado, a data quebrou recordes! De acordo com dados da Adobe Analytics, a Black Friday Americana 2018 atingiu a cifra de $6.22 bilhões em vendas online.

O setor esperava um crescimento de 20%, mas os índices ultrapassaram as expectativas: houve um aumento de 23,6% em relação ao ano anterior. Foi, também, a primeira vez na história que as compras via mobile atingiram o marco de $2 bilhões em um mesmo dia.

A Cyber Monday, realizada poucos dias depois, não ficou atrás nos números: neste dia os americanos gastaram $7.9 bilhões em compras online. Isso marca um crescimento de 19.7% em comparação ao ano passado, quando as compras tinham chegado a $6.6 bilhões.

A Holiday Shopping Season

Na verdade, em 2018, o fim de semana conhecido como holiday shopping season, foi o de maior venda online já registrado nos Estados Unidos, com $6.4 bilhões, de acordo com informações da Adobe Analytics, divulgadas pelo Business Wire.

A temporada completa de compras de fim de ano, entre 1 e 26 de novembro, arrecadou $58.5 bilhões em vendas online. O número representa um aumento de 19.9% em relação a 2019. Os americanos gastaram mais de $1 bilhão por dia.

Mobile first

O foco do mercado são as vendas online por mobile. Elas devem atingir a casa dos $338.03 bilhões até 2020 nos Estados Unidos, segundo pesquisa divulgada pela Forbes.

Várias lojas anunciaram que não vão abrir as portas no feriado do Thanksgiving, o que mostra como as marcas estão atentas a uma das maiores mudanças na forma de compra dos consumidores — agora majoritariamente online.

As vendas por mobile devem representar 70% do tráfego de e-commerce e 52% dos pedidos realizados. Uma fatia muito significativa. Quem afirma isso é a última pesquisa de consumo e previsões para a temporada de compras do feriado da Salesforce, divulgada no início deste mês.

2019? Crescimento de vendas na temporada toda

A pesquisa ainda estima que na temporada de compras haverá um crescimento no comércio online americano de 13% por ano.

Por mais que os consumidores tenham seis dias a menos na holiday shopping season deste ano (de 25 de novembro a 2 de dezembro), o mercado deve atingir $136 bilhões no país. No mundo, a expectativa é que o comércio na data seja de até $768 bilhões.

E tem boas razões que embasam a espera desse crescimento. Desde 2014, as vendas na temporada aumentaram aproximadamente 3,5% por ano.

A expectativa é que somente a Black Friday atinja uma receita de $7,3 bilhões em 2019. Se seguir as previsões, será cerca de $1 bilhão a mais circulando no mercado.

É importante ressaltar outro fator nessas contas: as mídias sociais. Elas serão fator decisivo nas compras online. A Salesforce estima que 10% das compras por dispositivos móveis venham diretamente das redes sociais durante a quarta-feira da Cyber Week.

Tarifas comerciais em produtos chineses VS Temporada de compras

Neste ano, há uma especificidade no cenário norte-americano que pode impactar nas vendas: as tarifas comerciais chinesas de Trump, o presidente americano.

Caso tenha perdido algum episódio dessa história, o resumo é que estamos presenciando uma guerra comercial entre Estados Unidos e China. Isso culminou na decisão do governo Trump de cobrar uma tarifa sobre as importações chinesas que chegam a solo americano. A primeira delas foi no início de setembro. Mas Relatório do Barclays Research prevê que as tarifas vão afetar menos de 1% do PIB norte-americano.

Segundo análise financeira do JPMorgan, o consumidor poderia ser atingido por até $1.000, ou seja, veria menos descontos na Black Friday.

No entanto, a Tech Radar ressalta que as tarifas de itens populares, como laptops, smartphones, roupas e brinquedos, não serão atingidas até dezembro e que, portanto, as duas datas comerciais mais importantes — Black Friday e Cyber Monday — continuam superatrativas para os americanos. A medida de adiar o início das cobranças, tomada pelo governo, visa, justamente, não afetar as compras de fim de ano da população.

Após a decisão de Trump de impor as novas tarifas, Matthew Shay, presidente da Federação Nacional de Vendas a Varejo, foi enfático em anunciar que não podem permitir mais escaladas nessa guerra comercial, especialmente com a temporada de compras para as festas de fim de ano chegando, segundo informações do jornal Correio Braziliense.

Ou seja, as atenções estão voltadas para que a época de compras dos americanos continue firme e forte.

O mercado americano já está consolidado como um dos mais competitivos do mundo. As estatísticas mostram que o cenário se torna cada vez melhor para as empresas estadunidenses — a Black Friday é seu ápice, mas outras datas agitam os consumidores e empresários.

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